sábado, 14 de fevereiro de 2015

Dia 1

Mas é Carnaval, não me diga mais quem é você... Sábado de carnaval. Ótimo dia para iniciar qualquer projeto :P Desembalei a centrifuga. Ótima, potente, e fácil de limpar. Inapropriada segundo os preceitos da terapia de Gérson, mas quem se importa? Aliás, regras geram vontades sinistras de burlar-las, e tudo o que quero é prosseguir. Maça, cenoura, gengibre, beterraba, abacaxi. Nada orgânico, como gostaria. Mas ainda assim, fresco. 4 copos para cada, foi o que deu. 1 de cenoura, beterraba, maça e gengibre, 2 de abacaxi, cenoura e maça e outro só de beterraba e maça. Muita fome durante o dia, e dor de cabeça durante a noite. É obvio que os 3, 4 primeiros dias serão terriveis. O objetivo inicial é ultrapassar a barreira dos 4 dias. Da desintoxiçao do açucar. do trigo. da gordura. Da comida deliciosa que tanto suprime as angustias da vida. Depois vamos levando conforme a maré. Peso inicial: 79,8kg. Não que isso importe.

De uns tempos para cá assisti todos os documentários possiveis e imagináveis. Acabei focando nos alimentares, mais por total embasbacamento das informações que recebia do que pelo meu interesse pessoal no tema. Leite? não, você não é um bezerro. Carne? hormônios. Aliás, a produção pecuária é a maior responsável pela destruição da camada de ozonio e poluição do planeta. Vegetais? Toxicos e agrotoxicos. Grãos? Transgênicos animaplantas mutantes. Ai vem a questão: O que comer? Como comer? Como é possivel manter a saude se estamos nos envenenando dia após dia, e destruindo nossa casa, nosso corpo? Decidi seguir uma linha. Inspirada no documentário "gordo, doente e quase morto", vou embarcar nos sucos. Ele ficou 60 dias. Eu pretendo ir até onde der. E recomeçar. Vamos ver no que dá.

O Dia D

Parece fácil, mas nunca é. Os anos passam, e os presentes de aniversário são cada vez menos desejados. Dores, costas, joelhos, ombros, pés. Falta fôlego. Sobra inercia. É como ver nossa casa se afundar em um lamaçal, sem nenhuma perspectiva de estabilidade. Ou o tal "rolar escada abaixo" O curioso é que isso acontece justamente quando conseguimos desapegar do padrão estético vigente. Um pesadelo que sustenta nossas atitudes por décadas, embasadas na superficialidade midiática, ditando que nossa felicidade está diretamente atrelada ao tamanho de nossas ancas. Ou o contrário. E foi em busca da tal perfeição que você deixou de aproveitar os melhores anos de suas vidas. Mas nada é perfeito. E o ideal também é relativo. Agora você entende. Se ama, se aceita. Se liberta. Mas definitivamente não quer ver o fundo do poço. Rogai por nós